13.01.2018 | 07h50


ACUSADA DE TORTURA

Izadora Ledur diz já ter sido julgada e condenada por morte de aluno

Neste sábado (13), vence o sétimo atestado médico apresentado pela tenente Izadora Ledur desde que o aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, morreu. Os atestados adiaram o julgamento, que deve ocorrer no próximo dia 26.


DA REDAÇÃO

A tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, disse ao que se sente julgada e condenada pela imprensa mato-grossense por causa da morte do aluno bombeiro Rodrigo Claro, de 21 anos, que passou mal e morreu após treinamento aplicado por ela, em novembro de 2016.

“Eu não vou falar nada, porque a imprensa toda me condenou, já me julgou ouvindo só um lado. Então eu não quero falar, pois desde a primeira coisa que saiu na imprensa sempre foi me condenando”, disse ela.

Neste sábado (13), vence o sétimo atestado médico apresentado pela tenente desde que o aluno morreu. Os atestados adiaram o julgamento, que deve ocorrer no próximo dia 26.

Em julho de 2017, ela se tornou ré no processo, pelo crime de tortura, e passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, conforme determinação da juíza Selma Arruda, que acatou a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), mas negou o pedido de prisão.

Em outubro de 2017, por decisão da Terceira Câmara Criminal de Cuiabá, do Tribunal de Justiça, ficou determinado que a tenente poderia retirar a tornozeleira. Na mesma decisão, a magistrada determinou que a tenente estava apta a exercer funções administrativas. 

As licenças

A Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar de Mato Grosso (Assof-MT) alega que todas as licenças requeridas pela tenente são para tratamento psicológico, pois ela estaria em depressão profunda devido ao processo.

O primeiro atestado que Ledur apresentou foi emitido em dezembro de 2016 e o segundo em março de 2017.

Em seguida ela apresentou um pedido de licença, quando seguiu afastada até maio. Depois, apresentou o quarto atestado, que estendia o prazo de licença até junho. O quinto documento apresentado autorizava a tenente a permanecer afastada até agosto de 2017.  

O sexto atestado garantiu seu afastamento até outubro. O último documento apresentado vence neste sábado. 

Durante as licenças da tentente, a defesa da família Rodrigo Claro alegou que os procedimentos médicos seriam para ganhar tempo no processo. 

O julgamento

A juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal da Capital, vai ouvir no dia 26 de janeiro testemunhas de defesa e acusação, assim como os cinco acusados. Como são vários réus, é provável que ocorram outras audiências para conclusão do julgamento.

Além de Ledur, responsável direta pelo treinamento e acusada de praticar os atos de tortura contra o aluno Rodrigo Claro, respondem como réus no processo o tenente-coronel Marcelo Augusto Reveles, o tenente Thales Emmanuel Pereira, os sargentos Enenas Xavier e Diones Sirqueira e o cabo Francisco Barros.

Além de ser exonerada da corporação, a tenente pode ser condenada a até 8 anos de prisão pelo crime de tortura. A defesa dela tentou converter o crime de tortura em crime de maus-tratos, mas a magistrada negou o pedido e manteve a audiência da ré.  

O caso

Rodrigo Claro era aluno do 16º Curso de Formação de Soldado Bombeiro do Estado de Mato Grosso e morreu no dia 15 de novembro de 2016. Ele passou mal durante aula prática de primeiros-socorros aquáticos na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, quando a tenente Izadora Ledur atuava como instrutora.

De acordo com a denúncia do MPE, a vítima demonstrou dificuldade para desenvolver atividades como flutuação, nado livre e outros exercícios. Diante da situação, a tenente utilizava métodos abusivos nos treinamentos para puni-lo.

Depoimentos colhidos durante a investigação indicam que Rodrigo foi submetido a intenso sofrimento físico e mental. O MPE denunciou o "perfil perverso da tenente como instrutora".

Recentemente, o ex-aluno bombeiro Maurício Santos, que participou do 15º curso de Formação do Corpo de Bombeiros, afirmou ter sido torturado pela tenente Izadora Ledur. Maurício afirmou que estaria morto caso não tivesse desistido das aulas.

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(5) COMENTÁRIOS

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Heitor Reyes   13.01.18 16h22
Não adianta se fazer de boazinha, ela costumeiramente praticava tortura contra seu comandado, agora se faz de vítima, a sociedade quer que ela seja julgada pelo júri popular por tortura e assassinato. O povo é o melhor juiz .

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Nota de repúdio   13.01.18 14h53
Infelizmente quem perdeu até momento foi a família. Em nenhum momento se importou em aos menos pedir perdão. Agora vem utilizar atestado médico convenhamos quem deve estar abalados são os pais do aluno soldado. Se tem problema psicológico não pode responder temporariamente, tem colocar curador e suspender porte e CNH.

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laura f silva  13.01.18 14h48
Que a justiça seja feita e ela fique presa, paga com nossos impostos para salvar vidas e não para tira-las.

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Omega Rugal  13.01.18 10h42
Perdeu a estrela no ombro tenente.

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Jisticeiro  13.01.18 08h59
Bom, se ela foi julgada e condenada, a pena foi muito branda, pois nem presa foi. Sugiro que julgue e condene de novo, pois por culpa dela, um jovem deixou seus sonhos, família, projeto de vida pra trás. ELE SIM FOI JULGADO E CONDENADO A MORTE POR ELA.

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