26.04.2019 | 08h44


SISTEMA CORROMPIDO

Inquérito do MPF investiga brancos que usam cotas de negros na UFMT

Denúncia inicialmente tramitou no órgão como notícia de fato, mas por causa dos fortes indícios de irregularidades, de nove casos, se transformou em inquérito.


DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal transformou em inquérito a denúncia de que nove estudantes ingressaram na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no campus de Cuiabá, de maneira indevida ao usar cotas destinadas para negros, pardos, indígenas e estudantes de escolas públicas. Os estudantes se matricularam por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação (MEC).  

O MPF, por meio da assessoria, explicou que a denúncia foi juntada a um processo no MPF, aberto em 2017, que também investiga o uso indevido das cotas raciais e sociais no campus de Cuiabá da UFMT.

Incialmente a denúncia era um procedimento denominado de “Notícia de Fato”, quando o MPF busca provas para fundamentar a investigação e transformá-la em inquérito.

A denúncia deste ano foi protocolada em fevereiro no MPF pelo Conselho Estadual de Promoção de Igualdade Racial de Mato Grosso (Cepir/MT), pelo Instituto de Mulheres Negras (Imune) e pelo Instituto de Formação, Estudos e Pesquisas Socioeconômico Político Cultural de Mato Grosso.

A fiscalização ocorreu depois que o ativista do movimento negro, Vinicius Brasilino denunciou a suposta fraude nas redes sociais. Dos seis estudantes apontados, cinco tiveram as vagas indeferidas por uma Auditoria da UFMT.

Essa mesma auditoria confirmou que ao todo, 230 estudantes, dos quatro campus da UFMT no Estado, teriam ingressado na faculdade de maneira indevida ao usar cotas. Do total e indeferidos, 125 recorreram da decisão e desses, 59 não conseguiram reverter a condenação e perderam a vaga de maneira definitiva.

Os denunciados tiveram as vagas indeferidas pela Supervisão de Registro Escolar da universidade.

Leia mais 

Brancos que burlaram perdem vaga na UFMT; Japonesa se disse negra

 

 











(1) COMENTÁRIOS

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Curimbatamt  26.04.19 10h10
MUITO BEM MINISTERIO PUBLICO FEDERAL, ATÉ QUE EM FIM.. ESSES BRANQUELOS QUEREM PASSAR A PERNA EM NÓS NEGROS

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