14.10.2017 | 12h20


DIAS MAIS LONGOS

Horário de Verão volta e consumo de energia pode cair 4,5% em MT

A partir da meia noite deste sábado para domingo, os relógios serão adiantados em uma hora; sistema é utilizado há mais de 30 anos no país


DA REDAÇÃO

Mato Grosso se prepara para adiantar o relógio em uma hora a partir da meia noite de sábado para domingo (15). A medida imposta pelo Governo Federal para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país dura quatro meses - termina no dia 18 de fevereiro de 2018, (quando os relógios serão atrasados em uma hora) - e prevê economizar os gastos com energia.

A média mato-grossense está dentro do percentual estabelecido como meta pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) do Ministério de Minas e Energia (MME), que considera ideal uma retração entre 4% e 5% na demanda de energia elétrica no horário de pico.

A economia de consumo gerada em Mato Grosso pode atender um município do porte de Primavera do Leste (240 km de Cuiabá), por exemplo, por dois meses, ou Chapada dos Guimarães (a 64 km da Capital), por dez meses. 

Para dar mais folga e segurança ao sistema, adiantar os relógios em uma hora permite, por exemplo, adiar o acionamento da iluminação pública nas ruas - o que adia parte da demanda e reduz a concentração do uso de energia -, diminuindo custos do sistema elétrico.

Em Mato Grosso, de acordo com relatório elaborado pela equipe do Departamento de Operação da Energisa, concessionária responsável pela distribuição de energia no Estado, a redução da demanda por energia elétrica no período é de 4,50% nos horários de pico (18h às 21h). 

Durante o horário de verão de 2016/2017 Mato Grosso economizou 4,29% menos do que o registrado na temporada de 2015/2016 quando economizou 4,64%. O desempenho, no entanto, foi inferior aos 4,81% constatados no período de 2014/2015.

Pesquisa nacional

De acordo com um estudo elaborado pelo MME e ONS, nos últimos anos, ocorreram mudanças no perfil de consumo. Os horários de pico de uso de eletricidade passaram a ser no período da tarde, quando mais aparelhos de ar-condicionado são ligados devido ao calor mais intenso.

A ONS aponta que a maioria do consumo ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h, período em que os trabalhadores retornavam para casa.

Por causa desta mudança comportamental dos brasileiros houve a consequente redução nos índices de economia durante o período, por isso o Governo chegou a discutir se cancelaria o horário de verão, pois o relatório do MME aponta que o programa vem perdendo efetividade.

De acordo com dados do MME, o horário de verão entre 2016 e 2017, durou 126 dias e gerou uma economia de R$ 159,5 milhões ao sistema, em consequência da redução do acionamento de usinas termoelétricas, mas este custo é considerado irrelevante para o setor.

Em outras temporadas a economia costumava ser maior, para se ter ideia entre 2015 e 2016, a economia foi de R$ 162 milhões.

Conforme dados divulgados pelo ministério, nos últimos anos, o Brasil economizou pelo menos R$ 1,4 bilhão desde 2010 por adotar o horário de verão.

Entre 2010 e 2014, o horário de verão resultou na economia de R$ 835 milhões para consumidores.

Estados participantes

A medida foi utilizada pela primeira vez em 1931 e depois em outros anos, sem regularidade. Desde 1985, o horário de verão é aplicado anualmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal.

Em 2008, a medida ganhou caráter permanente e passou a vigorar do terceiro domingo de outubro até o terceiro domingo de fevereiro de 2009.

 

 











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