11.03.2018 | 13h51


CONCESSÃO DE ÁREA

Governo vai privatizar complexo turístico da Salgadeira

O espaço será concedido à iniciativa privada, que será escolhida por meio de concorrência pública. A visitação não será cobrada.


DA REDAÇÃO

O Governo de Mato Grosso afirma que após concluir as obras do Complexo da Salgadeira - prevista para ser entregue em 8 de abril - o local será explorado pela iniciativa privada como ponto turístico, sem ônus para visitação, mas o estacionamento será cobrado e no local haverá um centro comercial.

"A ideia é que a empresa vencedora possa explorar todo o complexo, por meio do estacionamento e da locação de lojas e restaurantes para a iniciativa privada”, explicou Carlos Nigro.

O secretário-adjunto de Estado de Turismo, Carlos Nigro, disse durante visita às obras na sexta-feira (9), que a administração do espaço será repassada por meio de concorrência pública para concessão, assim como ocorreu com a Rodoviária de Cuiabá.

"Vamos lançar o editar ainda neste mês de março. A ideia é que a empresa vencedora possa explorar todo o complexo, por meio do estacionamento e da locação de lojas e restaurantes para a iniciativa privada”, explicou o secretário-adjunto.

"O pagamento será somente do estacionamento, a entrada e visitação ao local não serão cobradas. A empresa que vai administrar poderá realizar eventos, inclusive à noite", afirmou.

Nigro esclareceu que a visitação no local deverá ser consciente e não poderá ser cobrada da população.

"Lembrando que a visitação será gratuíta, o pagamento será somente do estacionamento, a entrada e visitação ao local não serão cobradas. A empresa que vai administrar poderá realizar eventos, inclusive à noite", afirmou Nigro.

A empresa que for selecionada para fazer a gestão do complexo deverá cuidar da manutenção do local e preservação do espaço.

A promessa do Governo é entregar o complexo à população no dia 8 de abril aniversário de Cuiabá, porém o local por enquanto será liberado somente para visitação e não será autorizado banho no local.

A obra

O local foi interditado em 2010 por determinação judicial, devido à detecção de inúmeras irregularidades ambientais, dentre elas, o risco de acidentes com banhistas por possíveis desabamentos da encosta da cachoeira e resíduos a céu aberto.

As obras de revitalização foram iniciadas em 2014, com previsão de entrega até a Copa do Mundo e paralisadas devido a inconsistências de projeto.

Depois foram retomadas em 2016, mas suspensas novamente devido ao término do contrato. Em setembro do ano passado as obras recomeçaram, sob a promessa de serem concluídas até março de 2018.

A retomada foi viabilizada após cobranças do Ministério Público, que propôs ao Estado a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em julho de 2017 com prazo de encerramento neste mês.

A obra custou ao todo quase R$ 13 milhões, com recursos obtidos por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A construção é de responsabilidade da empresa Concremax Concreto Engenharia e Saneamento LTDA.

 

 











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