13.03.2018 | 07h00


HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

Governo pede mais prazo para decidir se conclui obra deixada por Silval; MPF nega

O governador Pedro Taques informou que o novo prazo é para que ele possa participar de reunião com os procuradores da República para emitir uma decisão final.



Em nova reunião, realizada nesta segunda-feira (12) na Procuradoria da República em Mato Grosso (PR/MT), o Governo do Estado, representado pelo secretário de Cidades (Secid) Wilson Santos (PSDB), solicitou mais prazo para dar uma resposta definitiva sobre a retomada ou não das obras de construção do novo Hospital Universitário Júlio Muller.

“Ele (governador) gostaria de participar ainda esta semana de uma reunião sobre esse convênio”, afirmou o secretário Wilson Santos.

De acordo com Wilson, houve um pedido do governador Pedro Taques (PSDB) para que ele participasse da próxima reunião e, então, fosse dada a decisão final. “Ele (governador) gostaria de participar ainda esta semana de uma reunião sobre esse convênio”, afirmou o secretário.

A superintendente da Controladoria Geral da União, Karina Jacoby Moraes, ressaltou que já haviam sido realizadas três reuniões e que mais uma reunião desgastaria todo o processo. “Poderíamos resolver tudo isso por meio de um documento por parte do governador, não havendo a necessidade de uma nova reunião”, ressaltou.

“Poderíamos resolver tudo isso por meio de um documento por parte do governador, não havendo a necessidade de uma nova reunião”, ressaltou a superintendente da CGU, Karina Moraes.

Para o vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Aparecido Soares da Silva, é preciso que o Estado se posicione no documento quanto à importância da construção da obra, a fim de que seja possível dar continuidade nas negociações. “Precisamos saber se o Estado vai realizar a contrapartida, para que possamos averiguar se daremos andamento à obra desta forma”, afirmou.

Durante a reunião, diante do questionamento da Secid sobre a insuficiência dos valores disponibilizados pela União e os valores a serem disponibilizados pelo Estado de Mato Grosso para a conclusão da obra, representantes da UFMT informaram que é possível realizar a readequação da mesma e dos projetos. Mas, para a superintendente da CGU, para que isso aconteça é necessário que o Estado informe se irá realizar contrapartida ou não.

Diante dos posicionamentos das partes envolvidas, o Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT), por meio da procuradora da República, Vanessa Zago, informou que irá aguardar a resposta por escrito do Governador do Estado de Mato Grosso, com o posicionamento final, e assim, que o receber, encaminhará a resposta para as instituições participantes.

Participaram da reunião o procurador do Estado de Mato Grosso, Carlos Eduardo Souza Bomfim, a secretária-adjunta de Administração Sistêmica da Secid, Juliana Ferrari, o procurador-geral substituto do Ministério Público de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, a auditora interna da UFMT, Cendy Aparecida Paes e o procurador geral junto à UFMT, Osvalmir Pinto Mendes.











(1) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Carlos Nunes  12.03.18 18h48
Ih! Agora é que a verba vai sumir...esse Governo tá prestes a tornar PRIORIDADE NÚMERO 1, o velho fantasma do Silval O VLT. O custo da obra do VLT é um saco sem fundo...vão começar dizendo que custa tanto, no meio da obra o valor muda, pra terminar já tá incalculável. Afinal de contas quanto custa abrir uma cidade inteira, do Porto ao CPA, do Centro além do Coxipó? Quando custa fazer mais de 30 Estações, começando com aquela lá do Porto ao lado do Atacadão? Quanto custa fazer a drenagem de todo o percurso do VLT, senão no período da chuva vira piscina igual à UFMT? Já tentei fazer algum cálculo, e cheguei a Bilhões de Reais. Obra bem feita custa caro, é demorada e é difícil de fazer. O Dr. Ruy Othake, especialista em VLT, aqui em Cuiabá mesmo, depois de percorrer todo o trajeto da obra, concluiu: pra fazer essa obra completa, bem feita, vai demorar mais de 4 anos. Só não falou quantos Bilhões vai custar. Assim sendo...Saúde vai pro final da fila, depois do VLT. Isso no país da inversão de valores. Pois no país correto a Saúde ficaria em primeiro lugar. VLT só se sobrasse dinheiro, e não vai sobrar nada, visto que tem uma fila de prioridades muito mais importantes, em 141 municípios de Mato Grosso.

Responder

6
1

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER