12.06.2017 | 14h50


MORTE NO MANSO

'Foi terrível', diz homem que viu amigo morrer afogado no lago

Tragédia ocorreu na sexta (09) durante passeio para comemorar as metas do mês, na empresa em que a vítima trabalhava


DA REDAÇÃO

Nesta segunda-feira (12), em que amigos e familiares se despediram de Renato Bezerra Rosa, de 25 anos, que morreu afogado no Lago do Manso, na última sexta-feira (09) e foi encontrado somente no domingo (11), pela equipe do Corpo de Bombeiros, um colega de trabalho que estava com a vítima relatou ao como foram os momentos de desespero para tentar resgatar a vítima, que morreu no que era para ser um passeio de comemoração.

“Naquela hora a Marina não nos deu nenhum suporte e o Corpo de Bombeiros só foi para lá no dia seguinte, nós passamos fome, frio [com temperatura de 12 graus] e todos molhados, sem agasalhos. Foi terrível. Jamais imaginei passar por um momento destes em minha vida”, contou Ricardo.

À reportagem, Ricardo Mendes, que trabalhava com Renato, no setor comercial da empresa de informática Dataweb, contou que eles estavam em um grupo de 11 colegas de trabalho que foram passar a tarde no lago para comemorar as metas do mês.

"Nós deixamos a lancha atracada na ilha, amarrada em um pedaço de madeira, e quando percebemos que ela tinha se soltado, os meninos Renato e João Paulo foram tentar pegar a embarcação”, disse Ricardo.

Ele disse que logo que os colegas pularam na água começou a ventar muito e eles desapareceram. Ricardo relata que tentou encontrá-los a nado, mas não conseguiu, cerca de uma hora depois, João Paulo apareceu e então o desespero aumentou porque não tinham mais qualquer pista de Renato.

Todos estavam sem coletes salva-vidas, que ficaram dentro da embarcação, que com a força do vento se distanciava cada vez mais rápido.

“Eu nadei muito. Tentei tacar alguns espaguetes para eles [flutuador feito de espuma], mas não conseguiram pegar, e eu comecei a sentir câimbra e decidi voltar. Os demais colegas não se arriscaram porque ventava muito e ninguém sentiu segurança em pular na água. A correnteza foi ficando forte e levando a lancha cada vez mais longe e a gente procurou um lugar com sinal para pedir ajuda”, relatou.

Ricardo afirma que o grupo ficou literalmente à deriva e concluiu que a situação foi tão extrema que sequer cogitou um dia passar por isso.

“Naquela hora a Marina não nos deu nenhum suporte e o Corpo de Bombeiros só foi para lá no dia seguinte, nós passamos fome, frio [com temperatura de 12 graus] e todos molhados, sem agasalhos. Foi terrível. Jamais imaginei passar por um momento destes em minha vida”, contou Ricardo que disse que o grupo só conseguiu sair do local após um amigo de Várzea Grande ir até lá resgatá-los.

Os amigos e familiares acompanharam os trabalhos de resgate, que começaram no sábado e foram concluídos no domingo (11), quando o corpo de Renato foi localizado, boiando a cerca de 30 metros de onde a vítima havia mergulhado e desaparecido.

Renato era casado e tinha três filhos pequenos. O corpo dele foi velado na casa da família dele e sepultado no Cemitério Parque Bom Jesus de Cuiabá.

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(2) COMENTÁRIOS

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Thiago  16.06.17 17h16
Desculpa mas comemorar uma meta é agradecer a Deus e isso quer dizer estar numa igreja e não na bebedeira...

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Ivair Caetano  11.07.17 13h20
Thiago, nem todo mundo que vai para um laser leva bebidas. Não podemos julgar todas as pessoas olhando para si próprio.

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