12.08.2017 | 18h26


CONTAS PÚBLICAS

Cuiabá investe pouco e fica em 22º lugar entre cidades de MT, no ranking da Firjan

Entre as capitais brasileiras, Cuiabá ficou classificada em 11º lugar no ranking divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Os cinco primeiros lugares ficaram com Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e Boa Vista.


DA REDAÇÃO

Cuiabá está em 22º lugar em um ranking que analisa as contas públicas de cada município de Mato Grosso, divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). A lista leva em conta dados divulgados pelas prefeituras ao Tesouro Nacional, no ano de 2016.

O índice de gestão fiscal avalia as contas das prefeituras, com base em indicadores como receita própria, gastos com folha, investimentos, liquidez e custo da dívida.

As melhores notas da capital mato-grossense foram com a receita própria e o custo da dívida pública, bem avaliados pela pesquisa. A pior foi em investimentos.

Em todo o Estado, o primeiro lugar ficou com o município de Cláudia (606 km de Cuiabá), sendo seguido por Sinop, Vila Rica, Nova Mutum e Confresa. A pior classificação foi das cidades de Primavera do Leste, Pontes e Lacerda, Canabrava do Norte, Nova Nazaré e Novo Santo Antônio.

Capitais

Entre as capitais brasileiras, Cuiabá ficou classificada em 11º lugar. Os cinco primeiros lugares ficaram com Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e Boa Vista.

Em Manaus e no Rio de Janeiro, os investimentos puxaram a alta, sendo que, na capital fluminense, os Jogos Olímpicos foram os responsáveis pelo aumento nas obras públicas.

Campo Grande, Macapá, Goiânia, São Luís e Maceió obtiveram as piores notas.

Investimentos

A pesquisa apontou que o ajuste das contas públicas foi o grande desafio fiscal do Brasil, atingindo todas as esferas de governo. Diante desse cenário, o ajuste fiscal das prefeituras foi feito com a redução de investimentos. Mesmo 2016 tendo sido ano de eleições, quando os municípios historicamente costumam investir 20% a mais, o volume direcionado foi inferior ao de 2015 em R$ 7,5 bilhões.

Para se ter uma ideia do problema, 3.663 cidades investiram menos de 12% do seu orçamento.  No total, a média de recursos investidos foi de 6,8%, a menor dos últimos dez anos.

O IFGF também registrou o menor número de municípios com excelente gestão. Como resultado desse alarmante quadro, mais de 2.091 cidades estão na ilegalidade, descumprindo pelo menos uma determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Melhores cidades

Em todo o país, no ano passado, apenas 13 municípios alcançaram a mais alta classificação no Índice Firjan de Gestão Fiscal, que analisa as contas dos municípios com base em dados enviados pelas prefeituras ao Tesouro Nacional. Obtiveram as dez maiores notas, na ordem, Gavião Peixoto (SP), São Gonçalo do Amarante (CE), Bombinhas (SC), São Pedro (SP) Balneário Camboriú (SC), Niterói (RJ), Cláudia (MT), Indaiatuba (SP), São Sebastião (SP) e Ilhabela (SP).

O Índice Firjan de Gestão Fiscal leva em conta cinco critérios: capacidade de arrecadar sem depender dos repasses dos estados e da União, gastos com pessoal em relação ao Orçamento, suficiência de caixa, capacidade de fazer investimentos e endividamento. O indicador varia de 0 a 1. São considerados em situação fiscal difícil os municípios com nota entre 0,4 e 0,6 e em situação crítica os com nota inferior a 0,4. Prefeituras com nota entre 0,6 e 0,8 têm a situação fiscal considerada boa. Notas acima de 0,8 recebem a classificação de excelente.











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