15.05.2019 | 07h00


ANIVERSÁRIO DE VÁRZEA GRANDE

Com 152 anos, cidade enfrenta desafios de metrópole com PIB de interior

Com recurso menor do que cidades do interior e grande volume populacional, o crescimento econômico se torna o grande desafio do município.


DA REDAÇÃO

Com  população estimada de 282.009 mil habitantes e Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 26.937,68 per capita, o município de Várzea Grande, que comemora 152 anos neste dia 15, tem como desafio o desenvolvimento econômico da cidade, que apesar da estabilização de comando político, ainda tem que superar as dificuldades por ter arrecadação bem menor que de municípios do interior, mas obrigações de metrópole.

Ligada à Capital, os cientistas políticos Onofre Ribeiro e Haroldo Arruda consideram que a cidade ainda não conseguiu deixar de ser, para milhares de habitantes, apenas um dormitório, já que passam o dia em trabalho e estudo em Cuiabá, onde também gastam a maior parte de seu dinheiro.

Apesar da ligação com a Capital, que deveria trazer maior desenvolvimento ecômico para Várzea Grande, o PIB do município é menor do que cidades do interior do Estado como Sapezal com R$113.763,91 per capita, Querência com R$ 75.163,71 per capita, Sorriso com R$ 68.132,44 per capita, São Félix do Araguaia com R$54.972,41 per capita entre outras.

“Várzea Grande só foi existindo e até hoje não sabe aonde quer chegar.Não construiu uma identidade”, afirma Ribeiro.

O cientista político Onofre Ribeiro destaca que essa diferença de crescimento com o interior se dá pela falta de planejamento. “Várzea Grande só foi existindo e até hoje não sabe aonde quer chegar. Não construiu uma identidade”, afirma Ribeiro.

Segundo ele, a construção de novos conjuntos habitacionais na cidade, apenas fortalece a função de dormitório.

"Os várzea-grandenses se contentaram em ser puxadinho da Capital, buscam seu sustento e lazer na Capital, tornando suas residências na cidade um ponto de descanso", conta o cientista político.

Onofre pondera que “volume de gente não é sinônimo de crescimento e historicamente significa criação de um problema”.

Para o cientista político Haroldo Arruda, a taxa tributária deveria ser melhorada para atrair a indústria, que como consequência novos empregos seriam gerados no município. Criam-se novas oportunidades e deixa de depender somente do comércio de varejo, principal fonte de renda da cidade.

“A gestão da prefeita, Lucimar Campos trouxe ganhos na área social com diversos projetos e na educação básica”, explica Arruda.

Haroldo argumenta que a Várzea Grande já conviveu com uma grande instabilidade na Prefeitura, passando por períodos em que não havia nenhum governante ou possuía três ao mesmo tempo e atual constância trouxe pontos positivos.

“A gestão da prefeita, Lucimar Campos trouxe ganhos na área social com diversos projetos e na educação básica”, explica Arruda.

Para o cientista, a solução para estagnação da cidade é a médio e longo prazo, devendo se investir na educação e geração de empregos.

Fundação

O surgimento da cidade se deu em 1867, na Guerra do Paraguai, com a criação de um acampamento militar para prender paraguaios que residiam em Cuiabá. Com o fim do conflito, formou-se um povoado composto por soldados, prisioneiros paraguaios e vaqueiros.

Em 1896 Várzea Grande se tornou distrito de Cuiabá. A emancipação só veio em 1948.











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