13.06.2017 | 07h00


MESMO COM DEMOLIÇÃO

Cerca de 50 pessoas se recusam a sair da Ilha da Banana

Por determinação da Justiça, os ocupantes têm o direito de escolher se querem permanecer no local desapropriado ou preferem seguir para comunidades terapêuticas. Eles ocupam um bloco que não sofrerá intervenção até que todos saiam.


DA REDAÇÃO

Apesar do início dos trabalhos de demolição, da Ilha da Banana, no último domingo (11), cerca de 50 pessoas permanecem no conjunto de imóveis desapropriados no Centro da Capital e que ficou conhecido como a "cracolândia cuiabana". Por determinação da Justiça, um bloco não pode ser demolido até que todos saiam do local, mas a retirada não pode ser à força, deve ser concensual.

O trabalho de convencer os ocupantes a deixarem o local, ficou a cargo da Prefeitura de Cuiabá, que acionou entidades terapêuticas que oferecem tratamento contra as drogas, mas a adesão à proposta tem sido mínima. Muitos dos que saíram do local, quando iniciou a demolição, ocuparam o Morro da Luz, que fica em frente à Iha da Banana.

“Em torno de 20% saiu de lá. Os outros ficaram, porque ainda permanece um espaço sem demolir, por causa da determinação judicial e eles preferem ficar lá até o último instante”, afirma o secretário de Assistência Social.

O secretário de Assistência Social de Cuiabá, Wilton Coelho, disse ao que a maioria dos ocupantes, que estavam no bloco que está sendo demolido, migraram para o lado onde não houve intervenção.

“Nós estamos trabalhando para fazer algo em caráter emergencial, além do já temos. Estamos pensando em disponibilizar um local, como já existiu o Centro Pop e que foi extinto na gestão anterior".

“Em torno de 20% saiu de lá. Os outros ficaram, porque ainda permanece um espaço sem demolir, por causa da determinação judicial e eles preferem ficar lá até o último instante”, afirma Coelho.

Não há um número exato de quantas pessoas estão vivendo no local, que faz parte da rota do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ficou estipulado que todo o local seja ‘posto no chão’ num período de 30 dias.

Conforme o secretário, a pasta estuda uma solução em caráter emergencial como a criação de um albergue.

“Nós estamos trabalhando para fazer algo em caráter emergencial, além do já temos. Estamos pensando em disponibilizar um local, como já existiu o Centro Pop e que foi extinto na gestão anterior. Isso reconhecendo que elas são livres para tomar o caminho que acharem melhor”, explica o secretário.

O Centro Pop era Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, inaugurado em Cuiabá no dia 23 de julho de 2013 e desativado em 2014.

"Mesmo sabendo que se criar uma casa nova, o acolhimento vai depender da vontade própria da pessoa. Se quiserem continuar na rua, vão permanecer”, observou.

Ilha da Banana

A demolição da Ilha da Banana estava prevista para o dia 09 de abril, mas uma recomendação do Ministério Público Federal fez com que o Governo suspendesse os trabalhos. A demolição é uma das etapas para a continuidade das obras do VLT. No entanto, o caso já se tornou uma novela. A maior parte do local, em escombros, serve de moradia para usuários de drogas. Muitas pessoas inclusive afirmam que já foram vítimas de assaltos cometidos por esses “moradores” do local.

A Ilha da Banana deve ceder espaço ao VLT e o local onde atualmente concentra ruínas deve abrigar o Largo do Rosário, um projeto também da Copa do Mundo de 2014.

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(1) COMENTÁRIOS

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iracildo  13.06.17 08h26
QUE DIREITOS POSSUEM ESSES NOIADOS? FAÇAM LOGO A DEMOLIÇÃO POIS OS MORADORES DAS PROXIMIDADES NÃO SUPORTAM MAIS TANTA INSEGURANÇA COM ESSE PESSOAL POR PERTO

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