05.02.2019 | 18h50


PENSOU EM SUICÍDIO

Casas Bahia é condenada por colocar vendedora em 'sala de castigos'

De acordo com a denúncia, vendedor que não cumpria metas era colocado em um local denominado “sala de castigos”. O caso foi registrado em Cuiabá.



Uma ex-funcionária da rede de lojas Casa Bahia e Ponto Frio em Cuiabá chegou a pensar em cometer suicídio por conta da pressão para alcançar metas abusivas de vendas e assédio moral no ambiente de trabalho.

Depois de pedir demissão, ela entrou com uma ação no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) que condenou a empresa Via Varejo – que controla as Casa Bahia e o Ponto Frio – a pagar indenização de R$ 3 mil à mulher, além de horas extras, feriados trabalhados e não compensados, verbas rescisórias como aviso prévio, férias, 13º salário e multa de 40% do FGTS.

Na decisão, a 2ª Turma de desembargadores do TRT concluiu que houve cobrança de metas abusivas e no dever da empregadora de pagar a compensação pelos danos morais sofridos pela ex-vendedora.

No processo é citado, por exemplo, que o gerente gritava com a funcionária no meio da loja, “pelo fato dela não ter apresentado a ele o papel referente a uma venda, a qual estava desacompanhada da venda de serviço”.

Conforme ressaltou o relator do processo, desembargador Roberto Benatar, ainda que o cumprimento de metas seja inerente à atividade comercial, sua cobrança deve-se dar em termos razoáveis, não podendo ser acompanhada de ameaças ou outras pressões psicológicas, atitudes que extrapolam o poder diretivo do empregador.

No processo é citado, por exemplo, que o gerente gritava com a funcionária no meio da loja, “pelo fato dela não ter apresentado a ele o papel referente a uma venda, a qual estava desacompanhada da venda de serviço”.

Segundo as colegas da vítima – que testemunharam no processo – havia um “terror psicológico dentro da empresa por meio de comunicação verbal e não verbal”, como gestos, suspiros, levantar de ombros, insinuações e zombarias dos gerentes que visavam desestabilizar emocionalmente o empregado, além de humilhá-lo e constrange-lo.

De acordo com o processo, um exemplo prático de assédio é que a vítima foi colocada numa “sala de castigos”, por não ter alcançado a meta de vendas, “atos que forçaram o seu pedido de demissão e até o suicídio”, destacou a ementa da ação penal. 

A trabalhadora também relatou cobranças exageradas e que seus superiores passaram a ofendê-la e a expô-la em situações humilhantes na frente dos colegas. Era preciso “empurrar” serviços juntamente com a venda de aparelhos, do contrário era taxada de má vendedora, de profissional “mecânica” e advertida de que esse tipo de venda era inaceitável.

A empresa negou as afirmações da ex-empregada, aduzindo que nunca houve qualquer perseguição, exposição a situações vexatórias ou cobranças abusivas que abalassem o seu psicológico.

A empresa negou as afirmações da ex-empregada, aduzindo que nunca houve qualquer perseguição, exposição a situações vexatórias ou cobranças abusivas que abalassem o seu psicológico.

Entretanto, pelo menos duas testemunhas confirmaram que as cobranças de metas ficaram mais drásticas a partir dos últimos três anos aproximadamente, após a fusão das redes Ponto Frio e Casas Bahia.

Desde então, as cobranças eram diárias, constantes, ultrapassando os limites das estratégias de venda, sendo feitas aos gritos pelo gerente durante as reuniões.

Elas relataram ainda ter presenciado gritos de pelo menos dois gerentes com a trabalhadora por conta de venda desacompanhada do serviço e de já ter visto a ex-colega de serviço chorando pela loja.

“Ora, tais declarações demonstram que a ré extrapolava seu poder diretivo, o que é de porte a ensejar dano moral”, concluiu o relator, sendo seguido de forma unânime pelos demais magistrados da 2ª Turma, que fixou em R$ 3 mil o valor da compensação pelo assédio moral.

 

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(7) COMENTÁRIOS

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DIONE CAVALARI  08.02.19 06h48
As casas Bahia está fazendo coisas desnecessário e com o funcionário falta de respeito com o cliente propaganda enganosa eu estou passando um momento muito difícil com eles comprei um celular eles falaram em entregar dali a 3 dias úteis isso não aconteceu depois dia 5 n aconteceu depois dia 6 TB nada eu trabalho com o celular estou perdendo de ganhar uns 5/0 reais por dia ligo pra eles bate como tem na minha cara gente npelo amor de Deus não compre nessa lugar vcs não tem noção do que tenho passado outra b devolve seu dinheiro eu estou desesperada sem ganhar dinheiro

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DIONE CAVALARI  08.02.19 06h42
As casas Bahia está fazendo coisas desnecessário e com o funcionário falta de respeito com o cliente propaganda enganosa eu estou passando um momento muito difícil com eles comprei um celular eles falaram em entregar dali a 3 dias úteis isso não aconteceu depois dia 5 n aconteceu depois dia 6 TB nada eu trabalho com o celular estou perdendo de ganhar uns 5/0 reais por dia ligo pra eles bate como tem na minha cara gente npelo amor de Deus não compre nessa lugar vcs não tem noção do que tenho passado outra b devolve seu dinheiro eu estou desesperada sem ganhar dinheiro

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Luciana   07.02.19 20h11
Lamentável,mas infelizmente é assim que acontece, trabalho no comércio há mais de 20 anos e nunca foi diferente,nos impõe uma meta,muitas das vezes, impossível de alcançar,e quando não é atingida somos taxadas de má vendedora, vendedora meia boca e por aí vai,sem contar a pressão psicológica

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Simone Soares da Silva Costa  07.02.19 18h52
Eu passei por isso,se não vendesse o tal do seguro VPP,ou garantia estendida...tiravam a gente do salão de vendas e colocavam para uma sala e ficar repetindo diversas vezes como se vendia....tudo robotizado na cabeça. Casa Bahia de Macaé.

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Ari   06.02.19 10h42
3.000 reais por tanto desacato pela falta de respeito pelo assédio? Trabalho escravo? 3.000 reais ? chega a ser cômico. Imaginem se essa Sra. se Mata? Isso chama-se Brasil

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Dill  06.02.19 16h35
Se fosse c esses lixos de artistas ( cantores) vc ouve falar de 100 mil pra cima as indenizações deles..... agr o trabalhador honesto só se ferra neste Brasil..... triste.

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