22.04.2019 | 18h15


PREÇO DO DIESEL

Caminhoneiros de MT descartam greve e acusam manobra política para parar o país

Representante da categoria no Estado afirma que parte dos trabalhadores não se sente representados pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA)


DA REDAÇÃO

Os caminhoneiros autônomos do Estado de Mato Grosso devem promover uma queda de braço dentro da categoria em âmbito nacional ao anunciar que decidiram não aderir à paralisação prevista para a próxima segunda-feira (29) em grande parte do país. O movimento – que visa protestar, principalmente, por causa do reajuste de R$ 0,10 no valor do diesel feito pela Petrobras - tem sido articulado por meio das redes sociais, porém, não tem empolgado os trabalhadores.

O representante da classe em Cuiabá, Daniel Souza, argumenta que a decisão de paralisar trata-se de uma manobra política da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e que os trabalhadores não se sentem representados.

“Não é o que os autônomos do Mato grosso desejam. [...] É arbitraria essa medida, já que o sindicato impôs essa paralisação e não se abre a diálogo com as lideranças e profissionais”, argumenta Daniel.

“Não é o que os autônomos do Mato Grosso desejam. [...] É arbitrária essa medida, já que o sindicato impôs a paralisação e não abre diálogo com as lideranças e profissionais”, argumentou Daniel.

No entanto, em entrevista à imprensa nacional, o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, de Curitiba (PR), uma das lideranças da classe, disse que só há duas saídas para evitar uma greve geral.

"Ou o governo faz valer o piso mínimo em todo o país no prazo máximo de três dias após reunião, ou reduz em torno de R$ 0,50 a R$ 0,60 o preço do diesel até que o piso comece a valer", afirmou.

Porém, no último dia 30 de  março, a categoria chegou ensaiar uma paralisação, mas os ânimos esfriaram e o movimento teve pouca adesão. Dedéco afirma que o reajuste do óleo diesel colocará os caminhoneiros no “fundo do poço”.

O anúncio do movimento, prometido na próxima semana, coloca o Governo e a população em alerta. Em maio de 2018, a greve dos caminhoneiros, também chamada de Crise do Diesel, deixou os brasileiros sem combustível em várias partes do país, além da falta de muitos mantimentos nas prateleiras dos supermercados e demora na entrega de médicamentos em hospitais e famárcias. O preço, claro, subiu.

Os grevistas exigiam o fim da cobrança de pedágio por eixo suspenso e a cobrança do PIS/Cofins sobre o diesel.

Leia mais:

Reajuste no diesel divide caminhoneiros; categoria ameaça greve

 











COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Matéria(s) relacionada(s):

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER