18.06.2017 | 10h30


PASSAGEM DO VLT

43 pessoas são retiradas de casarão da Ilha da Banana

O trabalho é realizado por voluntários de casas terapêuticas, assistentes sociais ligados ao Município e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Outras 10 pessoas receberão passagens para retornarem às cidades de origem.



A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT) acompanha o atendimento às pessoas em situação de rua e dependentes químicos que ocupam a região do Largo do Rosário, chamada de Ilha da Banana, no Centro de Cuiabá.

Desde o início das demolições, no domingo (11), 43 pessoas já aceitaram deixar um dos casarões da Ilha da Banana, bem como localidades próximas ao Morro da Luz, e estão alojadas agora em sete comunidades terapêuticas. Nessas unidades, o grupo recebe higienização e alimentação.

O trabalho é realizado por voluntários das casas, assistentes sociais ligados ao Município e representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com apoio do Governo do Estado. Outras 10 pessoas receberão passagens para retornarem às cidades de origem.

O secretário Max Russi afirmou que, por meio da secretaria-adjunta de Assistência Social, a Setas presta apoio contínuo, técnico e econômico ao município de Cuiabá, com o repasse do cofinanciamento social para o acolhimento de adultos em situação de rua.

Em reunião realizada na última terça-feira (13), o assessor especial da Setas, José Rodrigues Rocha, propôs a criação de uma mesa de negociação que traga para os debates os Ministérios Públicos, a Justiça, Defensoria Pública, Legislativos municipal e estadual, e órgãos públicos envolvidos.

“Temos que separar a discussão de hoje em três: demolição da Ilha da Banana, política voltada a moradores em situação de rua, e segurança pública. Precisamos de todos os autores envolvidos para que o processo não pare e tenha resolução efetiva”, acrescentou.

Ao término da reunião, foram definidos os seguintes encaminhamentos: revitalizar o Morro da Luz; a reativar o Centro POP (a definir o local); fechar casas de prostituição no Centro Histórico da Capital e imóveis abandonados; acelerar a implantação da rede de atenção psicossocial (Raps), com a respectiva implantação do Centro de Atenção Psicossocial (Caps 3) e unidades de acolhimento infantojuvenil e adulto; ampliar o atendimento para pessoas com transtorno mental (infantojuvenil) por 24 horas; e acelerar a apreciação do Projeto de Lei (PL) na Assembleia Legislativa (ALMT), que prevê a implantação da política pública de assistência à população em situação de rua.

 










(2) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Carlos Nunes  18.06.17 17h37
Vendo na matéria, no último parágrafo, o conjunto de iniciativas que agora vão tomar...indago: POR QUE não tomaram anos atrás? Quantos milhões de reais custava esse prédio que está sendo destruído à marretadas? Podia ter instalado nele organismos de assistência social municipal e estadual...mas não ficou anos abandonado no Centrão da cidade. Jogaram dinheiro fora.

Responder

4
0
Carlos Nunes  18.06.17 11h33
Tarde demais...valeria aqui? Pelo que se sabe esse imbróglio de desapropriação da tal Ilha do Preço de Banana (onde os proprietários foram indenizados a preço de banana)...começou faz anos. 1, 2, 3, sei lá. Deviam ter visto lá atrás que, até VLT chegar a Ilha, vai demorar um bocado de tempo, e aproveitado esse prédio, que hoje é destruído a marretadas, instalando um Órgão Público nele pra servir à sociedade. Pelo contrário ficou anos abandonado, sucateado, em pleno Centrão da cidade...e em lugar abandonado apareceram aos montes os dependentes químicos. Se lá atrás tivessem tomado uma decisão acertada, os dependentes químicos jamais teriam aparecido e instalado no local. Portanto o governo somente está colocando um curativo numa ferida que ele mesmo causou...um dos moradores vizinho ao prédio já disse num site que foi assaltado 8 vezes...e pelo menos esse Governo indenizasse as vítimas pelos anos de abandono da área.

Responder

3
4

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER