15.12.2018 | 10h21


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Zico foi o primeiro jogador de laboratório do Brasil, afirma sociólogo dos esportes

Professor Francisco Xavier é entusiasta dos esportes e pesquisa sobre as escolinhas de futebol


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao site , o sociólogo Francisco Xavier,  professor doutor do Departamento de Sociologia e Ciência Política da UFMT e líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Esporte, Cultura e Sociedade (Gepecs) CNPQ/UFMT, explicou  sobre como se constrói o valor de um jogador de futebol. "Futebol é um projeto de vida, uma outra via de ascensão social, como a música, as artes, mas não é fácil, a peneira para se tornar um jogador de futebol é muito difícil", analisou.

O professor esclareceu sobre a teoria do dom, de que o menino já nasce com talento e não precisa de escola de futebol, o que é um mito. "Hoje em dia para se tornar um jogador de futebol profissional é necessário passar pela escolinha", acrescentou Francisco, trazendo exemplos como Leandro Damião, um analfabeto futebolístico, e Zico, o primeiro jogador de laboratório do Brasil.

Pesquisas indicam que o interesse do brasileiro por futebol diminuiu. "A população brasileira chora cada vez menos quando perdemos uma Copa", afirmou. 

Ele também comentou sobre a briga entre torcidas na final do peladão deste ano.

Recentemente, as pesquisas orientadas pelo professor  resultaram no livro "O futebol de Várzea na comunidade São Gonçalo Beira Rio", de autoria do deputado Allan Kardec (PDT). A obra, lançada neste sábado (15) pela Editora EdUFMT, a partir das 19h, na Casa Barão de Melgaço, aborda as disputas travadas pelas tradicionais equipes que marcaram o esporte amador na região nos anos 80 e 90, principalmente das disputas travadas pelas equipes Milionários Futebol Clube e São Gonçalo Beira Rio Futebol Clube. “Essas partidas reuniam a comunidade na torcida, ocorrendo durante os finais de semana, marcando a vida cultural da região”, contou.

Confira a entrevista na íntegra:











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