09.02.2017 | 08h00


VIOLÊNCIA URBANA

Secretário de Inteligência diz que criminosos têm 'sistema migratório' em Cuiabá

Gustavo Garcia cita importância da participação da sociedade no combate ao crime e fala do resultado das operações em todo o Estado


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao site , o delegado e secretário adjunto de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia falou sobre a dificuldade na identificação e prisão de bandidos devido ao  sistema de 'migração' adotado pela criminalidade na Capital.

“Até o momento não se pode afirmar a correlação entre elas, estamos apurando os fatos para em breve dar uma resposta à sociedade”, afirmou secretário adjunto de Segurança, sobre as mortes registradas em Sinop após o assassinato de um policial.

“O fluxo migratório é acompanhando pela inteligência criminal, que monitora constantemente os criminosos, porém a contribuição da população em denunciar é de fundamental importância ”.

Garcia comentou também o resultado da Operação Bairro Seguro, desencadeada pela Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso, que enquanto comemorava seus resultados das prisões e apreensões realizadas em 141 cidades do Estado, no município de Sinop (480 km ao Norte de Cuiabá), a violência ganhava grande proporção. Após uma tentativa de assalto, que resultou no assassinato do policial militar Fabio Zampirão, na manhã do dia 30 de janeiro, oito homicídios foram registrados em um intervalo de 24 horas na cidade. O desfecho ocorreu na última sexta-feira (03), quando o segundo criminoso envolvido no assalto foi morto após confronto com policiais.  

Na entrevista, o secretário garantiu que a situação de violência está controlada e a suposta ligação entre as mortes está sendo investigada.

“Até o momento não se pode afirmar a correlação entre elas, estamos apurando os fatos para em breve dar uma resposta à sociedade”, afirmou.  

O secretário ainda falou sobre instalação da Delegacia Especial de Fronteira (Defron), em Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá). Ele afirma que a unidade  irá resultar em maior número de prisões e apreensões de drogas e contrabando, além da intensificação do combate à lavagem de dinheiro na região de fronteira.

“A Defron atuará com conceito de inteligência integrada com os órgãos estaduais, instituições federais, e através de termos de cooperação com outros estados que fazem fronteira, compartilhando informação”, declarou.

Apesar do aumento de quase 1/3 do efetivo policial nos últimos dois anos, ainda existem déficits em investimentos e recursos humanos. Para ele, operações como Bairro Seguro contribuem para devolver a sensação de segurança à população, já que são realizadas sem aviso prévio e alcançam diversos pontos das cidades em ação conjunta entre Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros, Politec e Detran.  

Assista a íntegra da entrevista:

 

 











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