07.02.2017 | 16h47


POLÊMICA DA MENSALIDADE

Reitor em exercício da UFMT defende gratuidade para ricos e anuncia aplicativo; veja vídeo

Professor Evandro Soares argumenta que universidade tem que atender a todos e comenta sobre novo sistema de segurança a ser implantado


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , o reitor em exercício da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares discordou da opinião do secretário de Cidades de Mato Grosso, Wilson Santos, que também em entrevista ao site, declarou que filho de rico não deveria estudar de graça em universidade pública, mas sim pagar pela educação já que "o Brasil tem que ser voltado aos pobres".

“A UFMT é pioneira na discussão sobre o sistema de cotas. Atualmente, as vagas são distribuídas 50% para estudantes de escolas públicas e outros 50% restantes para alunos de escolas particulares", disse o reitor en exercício.

Para o reitor em exercício, a universidade federal tem que ter um cunho universal, portanto uma instituição gratuita para todos, independente de ricos e pobres.

“A UFMT é pioneira na discussão sobre o sistema de cotas. Atualmente, as vagas são distribuídas 50% para estudantes de escolas públicas e outros 50% restantes para alunos de escolas particulares. E nestes 50% de escolas públicas, temos delimitações para faixa de renda e para questões raciais”, explica Evandro.

O sistema de cotas é acompanhado de perto pela Universidade, com objetivo de evitar fraudes. O processo de investigação envolve avaliação criteriosa dos documentos comprobatórios apresentados pelos estudantes e acompanhamento de técnicos de diferentes áreas que fazem visitas com intuito de aferir a realidade do aluno.

Sobre as mudanças no campus da UFMT, em Cuiabá, Soares também destacou que está em andamento a elaboração de um projeto de segurança pública, que envolve além da identificação, a triagem de pontos de maior probabilidade de ocorrer um sinistro e a implantação de um circuito de câmeras com objetivo de identificar ações suspeitas e agir de imediato, evitando assaltos.

“Dentro do plano de segurança, vamos fazer um aplicativo para tablet e celular, para trazer agilidade ao aluno no repasse de informações”, ressaltou.

A comunidade universitária pede melhores condições estruturais na UFMT. Para tanto, explica o professor, recentemente foi criada  a Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), cuja atuação é dirigida a todas as unidades da UFMT e está vinculada diretamente à Reitoria.

“Neste contexto, a Sinfra vai atuar com manutenção reativa e preventiva. A nova secretaria abriga também a Coordenação de Segurança, responsável pela portaria e segurança armada no campus”, pontua.

Na entrevista, o reitor falou também sobre as pesquisas acerca do Pantanal e as áreas úmidas, destacando a participação de ambientalistas de várias partes do mundo na produção do conhecimento científico. Para garantir mais autonomia aos pesquisadores, o reitor defende a vinculação do Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal (INPP) ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC),  hoje vinculado a um Museu Paranaense.

Confira a entrevista na íntegra:

 

 

 











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