08.03.2018 | 14h20


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Juíza critica soltura de grávidas; 'ficam mais vulneráveis ao crime'

Gabriela Knaul alertou sobre a vulnerabilidade das mulheres nas mais diversas situações, inclusive eleitoral


DA REDAÇÃO

A juíza de direito de Mato Grosso, Gabriela Knaul, destacou que  a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu que mulheres grávidas e mães de crianças de até 12 anos que estejam em prisão provisória (ou seja, que não foram condenadas) terão o direito de deixar a cadeia e ficar em prisão domiciliar até seu caso ser julgado.

"A mulher, as meninas grávidas, me parece que estão numa possiblidade de risco maior. A decisão mais acertada deveria ser outra, um sistema carcerário compativel com a mulher grávida, que respeite a dignidade da mulher". 

Gabriela ressalta que apesar da legislação específica e mecanismos de proteção à mulher, ela continua sendo, em muitas situações, vulnerável. A juíza de direito de Mato Grosso, Gabriela Knaul, destacou que é preciso ter sensiblidade na magistratura para lidar com questões que envolvem mulheres, crianças e idosos.

"A mulher, as meninas grávidas, me parece que estão numa possiblidade de risco maior. A decisão mais acertada deveria ser outra, um sistema carcerário compativel com a mulher grávida, que respeite a dignidade da mulher".

"São pessoas que precisam de proteção integral do Estado e as mulheres fazem parte de um grupo com maior vulnerabilidade". Ela citou o último estudo da Onu que aponta que 122 milhões de mulheres vivem em estado de pobreza. 

Primeira mulher a ser nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para exercer a Relatoria Especial para a Independência de Juízes e Advogados, a magistrada também sentiu a discriminação por diversos países pelos quais percorreu em seis anos de atuação na ONU.

"Em muitos países a primeira pergunta que me faziam era:  você é casada? ou o que seu marido pensa de você andar o mundo? Para um homem essa pergunta  não aconteceria".

Atuando como juíza eleitoral, ela alertou quanto às fraudes envolvendo mulheres, as chamadas "candidatas laranjas" para cumprir a cota de 30%, segundo dados do TSE. 

Confira a entrevista na íntegra:

 











(2) COMENTÁRIOS

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Guga  10.03.18 12h23
Vai vir avalanche de criminosas engravidando

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Alice Tocantins   08.03.18 14h37
Juíza admirável e com questões importantes para refletirmos

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