05.08.2017 | 07h45


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Juiz vê risco de Arcanjo voltar a comandar crimes de dentro da cadeia

A Justiça autorizou a volta do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro para a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, onde o juiz não descarta o risco do preso manter contato externo.


DA REDAÇÃO

O juiz Geraldo Fidelis Neto, da Vara de Execuções Penais de Cuiabá, não descartou a possibilidade do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro – que será transferido do Presídio Federal de Rio Grande do Norte para Mato Grosso - conseguir manter contato externo de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE) e voltar a comandar o crime organizado no Estado.

“Acho que no estado atual das penitenciárias do Brasil, há vulnerabilidade, por isso, em qualquer lugar há possibilidade de [presidiário] fazer contato com o lado externo”, explicou o juiz.

Em entrevista ao #site reportermt, Fidelis declara que apesar do Sistema Penitenciário ter melhorado nos últimos anos em Mato Grosso, em todos os lugares ainda existe vulnerabilidade na vigilância dos presídios.

“Acho que no estado atual das penitenciárias do Brasil, há vulnerabilidade, por isso, em qualquer lugar há possibilidade de [presidiário] fazer contato com o lado externo”, explicou o juiz.

Arcanjo foi transferido, em 2007, da PCE para o presídio federal em Campo Grande, porque estava comandando o crime organizado no Estado, de dentro da cadeia.

Sobre a possibilidade do ex-bicheiro ter acesso direto às pessoas ligadas ao crime por meio da entrada de aparelhos celulares, Geraldo Fidelis confessa que há risco de que isso aconteça já os presídios de Mato Grosso não contam com um equipamento chamado body scanner - máquina que usa ondas de radiofrequência para montar uma espécie de ‘radiografia’ de corpo inteiro da pessoa.

"Penso que devam ter um cuidado especial neste sentido [de separar Arcanjo] para evitar atrito grande lá dentro [da PCE] e esse não é o caminho”.

“Ouvi um diretor da Sejudh [Secretaria de Direitos Humanos do Estado] falar o seguinte: ‘às vezes é mais perigoso um telefone dentro da penitenciária do que um revólver 38’, porque pode gerar vítimas e crimes do lado externo. Então é muito séria essa questão”, observa.

O retorno de Arcanjo à Capital foi autorizado de forma unânime pelos desembargadores da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no último dia 1º, e atende um pedido da defesa do ex-bicheiro.

Outro ponto questionado é que atualmente o ex-policial Célio Alves, apontado como pistoleiro de Arcanjo, cumpre pena na PCE para onde o ex-bicheiro será transferido.

Após a decisão do TJMT, segundo Fidelis, é a Sejudh e não a Justiça quem irá decidir como será a rotina do comendador na Penitenciária Central.

“Essa é uma decisão administrativa do Sistema Penitenciário, por meio da Secretaria de Estado e Direitos Humanos [Sejudh]. (...) Mas penso que devam ter um cuidado especial neste sentido [de separar Arcanjo] para evitar atrito grande lá dentro [da PCE] e esse não é o caminho”.

Porém, Fidelis afirma que “todas as pessoas que precisam de atenção especial necessitam ficar separadas dos demais e de uma atenção no contato [com demais presos]. Não se podem juntar cores diferentes, ou seja, facções diferentes”.

Veja abaixo a entrevista completa em que juiz Geraldo Fidelis Neto aborda esses e outros assuntos.

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(3) COMENTÁRIOS

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Davi  14.08.17 18h34
Respeito muito Vossa Excelência, Dr Geraldo Fidelis Neto, mas o comendador não é o mesmo, perdeu sua inserção política e seus jagunços foram presos ou mortos. Como qualquer preso ele tem o direito de ficar encarcerado próximo à sua família e cabe ao Estado (inclusive governado pelo ex-procurador da República Pedro Taques) garantir a segurança da população. Não cabe aos órgãos da Justiça usá-la como instrumento de vingança do governador contra seu adversário.

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Fenix  11.08.17 21h50
Se arcanjo vir pra cuiaba o cabeca de cebola que se cuide.

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Pedro  05.08.17 09h32
Piada né sua excelência, pois hj , vai ser apenas mais um, frente aos grupos políticos existentes. Até parece que é o mais perigoso entre os outros

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