11.03.2018 | 20h16


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Estado não cumpre Saúde e MT pode ficar sem hospitais, diz diretor do Sta. Helena

Médico Marcelo Sandrin também questionou a destinação da verba pública que deveria ter sido repassada aos hospitais filantrópicos.


DA REDAÇÃO

Há 36 anos na direção do Hospital Santa Helena, que é referência no serviço de maternidade em Mato Grosso, e atende cerca de 10 mil pessoas ao mês, o médico Marcelo Sandrin afirma que poucas vezes teve tanta dificuldade em manter o atendimento aos pacientes do SUS, devido a atrasos nos repasses.

“Poucas vezes passamos tanto perrengue como agora. O Santa Helena nunca teve dinheiro sobrando. Militar no SUS é uma missão quase impossível. Temos 80% de atendimento em média (do SUS)”, comentou.

“Poucas vezes passamos tanto perrengue como agora. O Santa Helena nunca teve dinheiro sobrando. Militar no SUS é uma missão quase impossível. Temos 80% de atendimento em média (do SUS)”, comentou.

Em entrevista ao , ele declarou que tem negociado com o Governo, mas sem sucesso.

 

"Pode eventualmente uma pessoa da área governamental dizer que está tudo em dia [repasse], mas eu entro em qualquer discussão e provo que não está”.

“De anos para cá vivo frustrado. A saúde é uma realidade na constituição. Ela não é cumprida. (...) Infelizmente, desde outubro de 2016 nós negociamos, negociamos, negociamos e estamos exatamente como estávamos. Pode eventualmente uma pessoa da área governamental dizer que está tudo em dia, mas eu entro em qualquer discussão e provo que não está”, ressaltou.

O diretor do Santa Helena alertou que a situação é crítica, já que os cinco maiores hospitais de atendimento aberto ao SUS são unidades filantrópicas o que ameaça diretamente aos pacientes da rede pública.

Sandrin lembra que a bancada federal garantiu que mandaria em sua emenda impositiva R$ 33 milhões aos filantrópicos. Segundo ele, o dinheiro veio para o Estado mas as unidades não receberam nenhum valor referente ao recurso.

Conforme divulgou o , na segunda-feira (12), o Santa Helena, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Geral devem paralisar os atendimentos para novos pacientes nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI's) disponibilizadas pelo SUS. A medida ocorre após a publicação de uma portaria, pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Luiz Soares, de forma unilateral, que diminui remuneração por leitos de UTI’s e muda a forma de repassar recursos aos filantrópicos, o que inviabiliza os serviços das unidades.

 

Confira e entrevista na íntegra:

 











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