Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2017

Facebook Twitter Rss
16.02.2017 | 06h00
A- | A+


ENTREVISTA / VEJA VÍDEO

Corregedora-geral da Justiça de MT nega que raio-x carcerário vá soltar bandidos

Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro afirmou que ressocialização correta não existe em Mato Grosso


Da Redação

RepórterMT

Clique para ampliar

Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro também é presidente de comissão de Adoção (Ceja) e anunciou cadastro online de pretendentes

O Brasil vivenciou uma onda de rebeliões em presídios nos últimos meses, reafirmando a superlotação do sistema carcerário. Em Mato Grosso, além da situação de superlotação e problemas estruturais nas unidades prisionais, a inexatidão do número de presos é preocupante. O alerta é da corregedora-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

“A população pode ficar despreocupada que não estamos trabalhando para soltar presos”, explica a desembargadora.

Em entrevista ao site , ela comentou que diante do cenário prisional, a providência da Corregedoria foi realizar o trabalho de identificação pessoal dos presos definitivos, provisórios com condenação (aguardando recurso) e provisórios sem condenação e analisar todos os processos, surgindo  assim uma portaria conjunta entre a Corregedoria, presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF). “A população  pode ficar despreocupada que não estamos trabalhando para  soltar presos”, explica.

E este Raio-x processual carcerário já começou na unidade prisional de Água Boa. A meta é percorrer as unidades prisionais do Estado, definindo um número mais próximo da realidade, e concluir o trabalho em maio. O resultado vai subsidiar o Executivo de informações acerca das necessidades do sistema prisional para uma ação efetiva naquilo que lhe compete, como a construção e reforma de presídios. 

Outro questionamento apontado pela desembargadora diz respeito a ressocialização de presos. “A ressocialização da forma correta não existe em Mato Grosso. A unidade Palmeiras, praticamente abandonada,  comporta umas 100 pessoas com suas famílias. Temos que pensar o que fazer para acabar com  ociosidade do preso, ele pode trabalhar. Buscar solução, desenvolver políticas públicas nesse sentido e contar com vontade política estadual e federal”, aponta. 

Para Maria Aparecida Ribeiro, não basta ter agilidade nos processos e aferir números, é preciso ter qualidade na prestação jurisdicional.

 Adoção

Presidente da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), a desembargadora comentou também sobre a nova ferramenta online de cadastro de pretendentes à adoção. A iniciativa busca facilitar a fluidez de informação para as pessoas interessadas em adoção de crianças e adolescentes. “O cadastro online já está inserido na página eletrônica do Tribunal de Justiça, onde o interessado encontra questionários e orientações sobre documentos”, completa. Questionada sobre a demora nos processos de adoção, a desembargadora alertou sobre a importância da avaliação criteriosa para a destituição familiar. “A análise é rigorosa, pois por outro lado, muitas vezes a família que deseja adotar por um ímpeto, muda de ideia no meio do caminho, causando muitos problemas para a criança”.

Para Maria Aparecida Ribeiro, a procura por um determinado perfil de crianças para adoção vem se alterando, refletindo mudança cultural. “Hoje a adoção é vista com naturalidade, deixou de ser tabu”, pontua. 

Veja a entrevista na íntegra

 

 



(2) COMENTÁRIOS









Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Ana Claudia  16.02.17 09h53
SE JÁ SOLTAM VAGABUNDOS NESSA DESGRAÇA DE AUDIENCIA DE CUSTÓDIA IMAGINA AGORA.

Responder

2
2
Leitor  15.02.17 21h07
Não sabe nem qual secretário foi lá com ela. É justiça e direitos humanos (Sejudh) dra. Secretário de Segurança não cuida do sistema penitenciário.

Responder

3
0

INFORME PUBLICITÁRIO

TV REPÓRTER