22.02.2017 | 08h15


GRANDE CUIABÁ

Censo imobiliário diz faltarão imóveis para venda; veja vídeo

Presidente das Indústrias da Construção de MT afirma que resultado é por baixo investimento em 2016


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , o empresário Júlio Flávio Campos de Miranda, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), divulgou o resultado do recém-lançado Censo de Mercado Imobiliário de Cuiabá e Várzea Grande e afirmou que "vão faltar imóveis para compra no próximo semestre".

 

“No ano passado, tivemos muita dificuldade nas obras da Secretaria de Educação (Seduc). A terceira secretaria estadual com maior número de obras, por conta da Operação Rêmora, quando os gestores gastaram todo o ano regularizando a situação das obras”, disse o presidente do Sinduscon.

 

 

Miranda acrescenta que a escassez de imóveis é em virtude dos baixos estoques de disponíveis e do baixo número de lançamentos ocorridos em 2016.

O empresário também comentou sobre as novas regras do programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV),  anunciadas pelo Ministério das Cidades. Ele destaca que as novidades são positivas, ampliando o acesso ao programa. Serão construídas 610 mil novas unidades habitacionais no país.

“Em Mato Grosso, serão construídas pelo menos de 15 mil a 20 mil unidades, uma garantia de retomada  de recursos e  das obras", declarou. O novo pacote prevê, entre outros pontos, o  aumento na renda salarial familiar atendida pelo programa que saltou de R$ 6, 5 mil para R$ 9 mil e também o teto de financiamento, ou seja, o quanto pode ser financiado do valor total do imóvel.

No ano passado, o segmento sentiu fortemente a situação socioeconômica do país. O principal reflexo foi o número de demissões,  que colocou Mato Grosso na sexta colocação entre os que mais demitiram na indústria da construção. Foram mais de oito mil trabalhadores demitidos, no saldo entre contratações e desligamentos.

Para o presidente do Sinduscon-MT, o ano 2017 traz uma realidade diferente.  As obras públicas, por exemplo,  área que  fomenta o setor, já apresenta indícios de retomada.

“No ano passado, tivemos muita dificuldade nas obras da Secretaria de Educação (Seduc). A terceira secretaria estadual com maior número de obras, por conta da Operação Rêmora, quando os gestores gastaram todo o ano regularizando a situação das obras”.  

Júlio Flávio afirma que o cenário será outro, afinal a Seduc retomará suas obras, a Sinfra continuará com a intensidade de trabalho e a Secretaria de Cidades reativará as obras paralisadas e novos projetos.

"Além das obras públicas dos governos federal, estadual e municipal, a iniciativa privada também sinaliza novos empreendimentos, e acreditamos que vamos contratar muito mais, sendo possível até recuperar essas oito mil vagas perdidas”, destaca.

Júlio Flávio também comentou sobre a perda do incentivo do Fupis, o Fundo Partilhado de Investimentos Sociais, que vigorou até 31 de dezembro de 2016, para a construção civil.

 “O fim do Fupis trouxe um aumento considerável nos custos das empresas. A gente comprava da indústria lá fora a 7% mais 3% (origem e destino da mercadoria). Agora compramos a 17%. Só que acrescentam outros impostos que encareceram muito a compra”.

Ele acrescenta que como a Reforma Tributária do Estado vai vigorar a partir de 2018, o segmento não pode esperar.

“Está sendo feito por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Secretaria da Fazenda e do Governo do Estado um novo incentivo para a construção civil, através de arrecadação simplificada, e acreditamos que vamos conseguir esse decreto governamental”.

 

Confira a entrevista na íntegra:

 











(1) COMENTÁRIOS

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alexandre  22.02.17 13h19
papo de vendedor pra valorizar, mateira paga e repetida, tem imveis sobrando sem comprador..

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