03.02.2017 | 18h20


SISTEMA FALHO

'Bandido bom não é bandido morto', afirma especialista; veja vídeo

Sociólogo Naldson Ramos da Costa diz que maior policiamento nas ruas não é sinônimo de mais segurança para a população


Da Redação

Em entrevista ao , o sociólogo Naldson Ramos alertou para a ineficiência da apologia ao extermínio de criminosos e defendeu que a punição é o melhor caminho para o enfrentamento à violência.

“Nenhuma sociedade democrática adota a ideia de que bandido bom é bandido morto. Bandido bom é bandido preso, julgado e condenado, e que cumpra sua pena”, destacou.

“Nenhuma sociedade democrática adota a ideia de que bandido bom é bandido morto. Bandido bom é bandido preso, julgado e condenado, e que cumpra sua pena”, afirmou.

Segundo ele, mais policiamento não é sinônimo de maior segurança. É preciso uma rede de proteção ao redor do cidadão.

Pesquisador da Violência há mais de 15 anos, o sociólogo é membro do Núcleo Interinstitucional de Estudos da Violência e Cidadania (Nievci), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ele chamou a atenção da sociedade sobre o aperfeiçoamento dos sistemas de proteção social, controle social,  Justiça Social e Justiça Criminal.

“Aumento de pena também é outro engano; aumentar a pena não significa que vamos recuperar essa pessoa”, advertiu.

 

“Aumento de pena também é outro engano. Aumentar a pena não significa que vamos recuperar essa pessoa”, observou.

Para exemplificar a deficiência do sistema judiciário, o especialista lembrou que já passou por uma tragédia familiar, quando seu irmão foi assassinado na fazenda da família, sem qualquer envolvimento com o crime.

Condenados a 46, 43 e 47 anos, respectivamente, os três bandidos, após cumprimento de seis anos de pena, foram soltos.

“O problema não está na quantidade da pena, e sim na execução, um dos desafios para nossos juristas e o Congresso Nacional: rever a lei de execuções penais, principalmente para crimes graves”, disse

O sociólogo destacou que, enquanto os Direitos Humanos passaram a ser mais presentes, a Polícia Militar e Polícia Civil ainda não conseguiram a eficácia nas práticas de controle social.

“No mundo, cerca de 500 mil pessoas morrem assassinadas; destas, 50 mil são no Brasil”, observou. 

Para  Naldson Ramos, as drogas são apontadas como um dos maiores malefícios da sociedade, porém é um componente cuja responsabilidade é valorizada equivocadamente em seu papel na criminalidade.

“Droga é um problema social, de Saúde Pública, da família, da educação, muito mais que da polícia”, acrescentou. 

Para Costa, o caminho é o trabalho de integração, de inteigência, o planejamento estratégico das informações úteis para elucidação e prevenção do crime.

Doutor em Violência Policial, o sociólogo questionou os inquéritos instalados pela própria corporação para investigar abusos cometidos por seus integrantes, como ocorreu, recentemente, no Corpo de Bombeiros, quando um aluno morreu após passar mal durante o treinamento aquático, no qual a comandante é acusada de tortura e omissão de socorro.

Veja a entrevista na íntegra do sociólogo Naldson Ramos:

 











(6) COMENTÁRIOS

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alexandre  07.02.17 21h41
Vá pra Vitória/ ES provar sua teoria..

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Renato  05.02.17 04h34
Tinha que ser sociólogo. Esse pessoal só tem mer...da na cabeça. Não fala nada com nada.

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JOSINEY JOSE DE ABREU  04.02.17 23h09
Esses "ESPECIALISTAS"....Só balela, não apresentam nada concreto.

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alexandre  04.02.17 07h30
Fala sério naldson de novo, defensor do direito dos manos..

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ELIFAS Ribeiro  04.02.17 06h30
O único jeito de não ser bandido é bandido bom é bandido morto é se não existisse auxílio reclusão, redução de pena,, visita íntima, e ele trabalhasse pra comer e não existisse o tal de existir o direito humano

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