08.06.2018 | 19h03


FACULDADE DO CRIME

Advogado detona sistema prisional; veja vídeo

O advogado Ardonil Gonzalez Júnior comentou sobre a falta de controle e medidas efetivas para reeducar o preso


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao  , o advogado, especialista em Segurança Pública, Ardonil Gonzalez Júnior ressalta a necessidade de readequação do sistema prisional, com medidas efetivas, aumento de oportunidades de emprego e renda, e ainda efetividade na apuração das causas dos crimes e suas consequências para os criminosos.

"A tornozeleira, por  exemplo, foi uma grande ideia, porém falta fiscalização. Os limites são amplos e quando a tornozeleira dispara, qual a ação efetiva do Estado?". Para o advogado, bandido deve ser reeducado, porém, no atual sistema prisional, ele faz uma faculdade do crime.  

Gonzalez compara a Justiça comum com a Justiça Militar. 

"Os números não indicam que são protecionistas, ao contrário, a Justiça Militar tende a ser mais rigorosa em seu julgamento, inclusive com penas maiores. Dizer que um julgamento ao ser julgado na Justiça Militar será pendente para um lado ou para outro me parece mais uma interpretação emocional do que técnica, porque tecnicamente essa Justiça não é exceção, ela faz parte do Judiciário".

Confira a entrevista na íntegra:











(2) COMENTÁRIOS

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Arantes  28.05.18 09h54
é preciso mudar essa triste realidade

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Carlos Nunes  27.05.18 09h04
Essa é velha...o Datena já repetiu isso umas quinhentas vezes. Disse: o cara entra no sistema como ladrão de galinha, e sai diplomado...recebe até batismo de facção crimonosa. Sai faccionado, funcionário de alguma facção. Aí, um jornalista policial do Jornal de RedeTV disse, outro dia, "antigamente no Brasil, só tinha 1 Facção criminosa, agora tem 87 facções". Vote! Daqui a pouco já terá umas cem. Aí, o cara entra no sistema prisional como ladrão de galinha, é diplomado lá dentro, e faz até curso de mestrado ou doutorado. Há alguns anos, um canal de TV mostrou uma cena trágica num presídio do Rio de Janeiro: entrevistaram um preso numa cela, muito doente...Ele reclamou da doença, e o repórter perguntou: mas aqui não tem farmácia, assistência, remédios. Ele: tem, mas a "turma" não deixa, se a minha família não pagar lá fora pra facção, se eu for pegar o remédio, depois vou apanhar muito. Puxa vida! Se o Brasil fosse um país sério, naquela época dessa matéria, deveriam ter estudado o assunto, e resolvido. A televisão, todo dia, mostra casos aberrantes assim...e não fazem absolutamente nada. As facções mandam dentro e fora da cadeia, ou não mandam?

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