10.08.2018 | 19h59


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Advogada ministra palestra para ajudar outras mulheres a romper com o silêncio

A advogada Sirlei Theis foi vitima de violência doméstica: "Eu só não morri porque estava na casa dos pais dele e eles conseguiram me tirar"


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , a advogada Sirlei Theis (PV), candidata a vice-governadora na chapa do senador Wellington Fagundes (PR), conta como utiliza a experiência de ter sido vítima de violência doméstica para ajudar outras mulheres. 

Sirlei elencou as máscaras que o agressor utiliza para conquistar a confiança das pessoas.

Segundo ela, muitas mulheres não denunciam a violência que sofrem em casa por insegurança do que vai lhe acontecer.

"Eu só não morri porque estava na casa dos pais dele e eles conseguiram me tirar. Então, você acha que continuei com ele por mimimi ou porque eu gostava de apanhar? Não. O medo me fez permanecer", relatou.

"Pesquisa feita em 2013 apontou que mais de 50% acreditam que a mulher fica num relacionamento abusivo porque gosta de apanhar.

Eu cito um exemplo da minha vida, a primeira surra que eu levei do meu ex, ele me bateu com uma mão de pilão, ele quase me matou. Eu só não morri porque estava na casa dos pais dele e eles conseguiram me tirar. Então, você acha que continuei com ele por mimimi ou porque eu gostava de apanhar? Não. O medo me fez permanecer. Eu tentei várias vezes, fugi várias vezes, quantas mulheres estão passando por isso?", declarou.

A advogada, que que também é professora  e servidora pública na área de Segurança Pública, percorre o estado ministrando palestras sobre violência contra a mulher, com foco na prevenção.

 

Confira a entrevista na íntegra:

 











(5) COMENTÁRIOS

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Larissa   11.08.18 23h11
Esse Paulo Almeida desinformado. Faz tempo que ela luta pelas mulheres . Comentário maldoso. mais uma prova do machismo

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Paulo de almeida  11.08.18 12h17
Só agora a candidata vem a público dizer que apanhava do ex marido. Porque será?

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Só Observo!  11.08.18 18h21
Para seu conhecimento, não foi só agora. Em 2016 ela já havia comentado em um site sobre o tema em epígrafe. As pessoas têm que procurar saber das veracidades dos fatos, antes de virem com comentários maldosos.

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jose de faria lima  11.08.18 19h04
Faz mais de um ano que ela vem escrevendo e contando sua história Sr. Paulo Almeida, mas independentemente de ser agora ou não, esta é uma realidade cada dia mais frequente em nossa sociedade, e ainda bem que tem mulheres formadoras de opinião que passaram por esta violência e tem coragem de vir a público falar, mas se o Senhor não gostou ou acha que tem segundas intenções paciência. Melhor zombar do que apoiar né?

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verdade  10.08.18 17h06
pena de morte para tais homens

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Lúcia volmar  10.08.18 12h41
Coragem em contar o que aconteceu. Enfim uma mulher candidata a vice que sabe realmente o que passamos quando assunto é violência.

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Alice Ifman  10.08.18 10h47
História maravilhosa e inspiradora para dar coragem para outras mulheres

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