19.05.2017 | 15h48


DELAÇÃO DA JBS

Silval cobrou propina em três parcelas de R$ 10 milhões para liberar incentivos



Wesley Batista, um dos donos da JBS, contou em delação premiada que acertou o pagamento de R$ 30 millhões, pagos em três parcelas de R$ 10 milhões, entre os anos de 2012 e 2014, com o ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

A cobrança da propina foi feita por Silval para que o Estado concedesse a liberação de créditos fiscais à empresa, no valor de R$ 74 milhões, aproximadamente.

No entanto, em 2014, o pagamento "não foi efetuado na íntegra", por conta de uma multa aplicada pela Secretaria de Fazenda do Estado. Mesmo assim, Silval recebeu o valor aproximado de R$ 23,5 milhões.

Conforme Wesley, R$ 7,5 milhões foram pagos ao ex-governador por meio da empresa Carol Mila Agropecuária, através de um contrato de compra de caminhões para a JBS com sobrepreço; cerca de R$ 200 mil foram pagos à NBC Consultoria, do ex-secretário de Fazenda, Pedro Nadaf, mediante nota falsa; R$ 13 milhões foram pagos a intermediários desconhecidos; cerca de R$ 1 milhão mediante nota falsa emitida para uma construtora de Rondônia; cerca de R$ 2,5 milhões em espécie a emissários de Pedro Nadaf e Silval Barbosa.











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