12.01.2018 | 16h39


RESPOSTA À VEJA

Amaggi diz que Blairo é acionista indireto e não possui controle de empresa familiar



O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), afirmou ser apenas um acionista indireto da empresa Amaggi e, portanto, não possui controle do grupo. A afirmação é uma resposta à coluna 'Radar Online', da Revista Veja, que destacou nesta sexta-feira (12) a fortuna do ministro.

Conforme a publicação, desde que deixou sua cadeira no Senado Federal para assumir o ministério, Maggi ganhou autorização do Banco Central para abrir seu banco, a Amaggi S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, em Cuiabá.

"A AMAGGI possui uma gestão profissionalizada e independente, exercida por executivos de carreira, todos com sólida reputação no mercado. Assim, nenhum membro da família Maggi ocupa qualquer cargo de Diretoria", destaca trecho de nota enviada pela assessoria da Amaggi.

Veja a íntegra da nota da Amaggi

Nota de Esclarecimento

Cuiabá, 12 de janeiro de 2018

Tendo em vista a nota publicada nesta sexta-feira (12/01/2018) na coluna Radar da Veja Online sob o título “Como ministro, Blairo Maggi não tem do que reclamar”, a AMAGGI cumpre esclarecer e informar que:

A AMAGGI é uma empresa de capital exclusivamente brasileiro, com sede no Brasil e presente em outros seis países, em diversos continentes, atuando de forma significativa em toda a cadeia de valor do agronegócio há mais de 40 anos.

A AMAGGI possui uma gestão profissionalizada e independente, exercida por executivos de carreira, todos com sólida reputação no mercado. Assim, nenhum membro da família Maggi ocupa qualquer cargo de Diretoria. Importante ressaltar também que, desde seu ingresso na vida pública, o Sr. Blairo Maggi (um dos acionistas indiretos da AMAGGI, que não possui o controle do grupo), não desempenha ou possui qualquer função, cargo ou atribuição, de qualquer natureza, na administração e/ou gestão da AMAGGI e/ou de quaisquer outras empresas do grupo.

Com o objetivo de trazer maior clareza à matéria publicada, apresentamos as seguintes informações acerca de cada um dos tópicos abordados na nota, conforme abaixo.

AMAGGI S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO Cumpre esclarecer, inicialmente, que o Banco Central do Brasil (BACEN) autorizou a constituição de uma Sociedade Financeira, e não de um banco, como citado de maneira equivocada na nota em questão. Isto posto, importante mencionar que o projeto de constituição da instituição financeira em apreço foi desenvolvido por diversos anos, tendo seu pedido de autorização protocolado junto ao BACEN no ano de 2013, ou seja, muito antes da nomeação do Sr. Blairo Maggi ao cargo de Ministro de Estado. Todo o processo autorizativo obedeceu estritamente aos trâmites legais e regulatórios aplicáveis, com toda a lisura e transparência, sendo que a respectiva Autorização de Funcionamento da instituição financeira foi publicada em agosto de 2017, ou seja, quase 4 anos após a formulação do pedido, inexistindo qualquer relação, direta ou indireta, entre referida autorização e o cargo ou função exercida pelo Ministro Blairo Maggi.

PEP MILHO Os leilões PEP, realizados há vários anos, são amplamente divulgados, sendo franqueada a participação de todas as empresas atuantes no mercado, observados os critérios estabelecidos em seus regulamentos. A AMAGGI, como uma empresa atuante neste mercado, vem participando dos leilões PEP bem antes do Sr. Blairo Maggi ser nomeado para o cargo de Ministro de Estado. Desta forma, a AMAGGI sujeita-se às mesmas regras uniformes e amaggi.com.br condições de mercado aplicáveis a todas as demais empresas participantes de todos estes leilões.

FAZENDA ITAMARATI No que se refere ao trecho da matéria que faz alusão à compra de “uma fazenda no Mato Grosso”, sem assim citar o nome da propriedade rural, acreditamos que o jornalista tenha se referido à negociação em curso, objetivando a aquisição, por parte da AMAGGI (e não por parte do Sr. Blairo Maggi, como ali informado), da totalidade das ações do capital social da Companhia Agrícola do Parecis, que detém, dentre outras, a Fazenda Itamarati Norte, já arrendada pela AMAGGI há aproximadamente 15 anos. Com relação ao valor da negociação mencionado na matéria, a AMAGGI não reconhece a origem dessa informação e não comentará a respeito de condições negociais ou valores respectivos, vez que referida transação ainda está condicionada à satisfação de condições precedentes à sua formalização.











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